A lura dos livros

“A Vida Nova” de Orhan Pamuk

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Acabei agora de ler o livro A Vida Nova de Orhan Pamuk, prémio Nobel em 2006.
O que me fez interessar à primeira vista por este livro não foi tanto o prémio mas mais a primeira página do primeiro capitulo onde a frase inicial “Um dia li um livro e toda a minha vida mudou” prometia…

A verdade é que, passado o capítulo inicial comecei a duvidar da primeira impressão e com o desenrolar de toda a história acabei por não conseguir perceber o porquê da atribuição do prémio Nobel. De início pensei que fosse falta de capacidade de entender o livro mas numa consulta pela Internet vejo que há mais pessoas a partilharem da minha opinião. Penso que as imagens invocadas no livro são demasiado “batidas”, apesar de entrar um pouco no road story não me senti a viajar e a descobrir a Turquia como aconteceu por exemplo na Montanha da alma de Gao Xingjian (Nobel em 2000) relativamente à China, não percebi se o “heroi” da história seria a favor ou contra a invasão do Oriente pelo Ocidente com as suas marcas e costumes, senti que a historia se auto-contradizia em algumas partes e não percebi aquela obsessão final pelo escritor russo Tchékhov…

Tem no entanto a mais bonita definição de Amor que li até hoje e sem querer parecer demasiado lamechas vou transcrever:

“O Amor é a necessidade de abraçar com muita força alguém e de querer estar sempre do seu lado. É o desejo de esquecer o mundo exterior quando se abraça esse alguém. È a necessidade de descobrir um refugio seguro para a alma.”

Espero não ser mal entendida, o livro não é totalmente intragável mas é um livro que se lê sem deixar marca, prometendo mais do que acaba por oferecer na minha opinião.

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