
Normalmente tenho o preconceito absurdo de que quantas mais paginas tem um livro, mais qualidade terá e o “Triunfo dos Porcos” de George Orwell vem (mais uma vez) provar o quanto esta teoria é completamente disparatada…
Num pequeno romance, George Orwell apresenta-nos de uma forma genialmente simples e perfeitamente compreensível todos os perigos dos regimes totalitários através de uma alegoria bastante original: um grupo de animais revolta-se numa quinta governada pelos humanos e funda o Animalismo, uma corrente ideológica que, como tantas outras, começa como uma grande ideia cheia de nobres valores e intenções a acaba por servir como meio de favorecer os mais fortes, violando todos os princípios a que se tinha proposto. Vemos assim o medo e a opressão triunfarem sobre a inteligência e o bom senso, a quantidade de cerimoniais ridículos ligados a todos os regimes totalitaristas, a ignorância como modo de manipulação das massas e a indiferença por parte de quem poderia fazer a diferença entre uma quantidade de outros deliciosos episódios, todos perfeitamente coláveis a regimes por nós conhecido, sendo o regime comunista da ex-União Soviética um alvo particular embora nunca mencionado directamente.
Apesar de escrito em Inglaterra no ano de 1945, este romance tem um carácter universal e intemporal, como qualquer ficção deste autor. Alias, em relação à sua obra mais conhecida, o “1984”, o “Triunfo dos Porcos” acaba por ser, na minha opinião, mais simples e mais directo nas suas criticas…
Um livro a não perder.
Madalena Crespo said,
Junho 1, 2011 às 5:52 pm
Em Portugal tb temos uma porcalhada instalada no poder há cerca de 37 anos, e a canalhada ainda não se deu conta que anda a manter essa porcalhada no poder, mesmo sabendo que eles sãp corruptos, prepotentes , irresponsáveis, desprovidos de senso dos limites e de qualquer espécie de moral. Então a canalhada regula da cabeça???
É por isso que no dia 5 de Junho vou votar mas não em branco, não nos 5 do parlamento, porque quero outra gente no parlamento, gente sem vícios, e quero vigiá-los, porque da próxima vez, posso querer pô-los fora – isto é que é democracia! Este livro é intemporal, e o filme de BD que se fez tb é um espectáculo! Aconselho vivamente aos políticos deste país moribundo!
José Pires said,
Outubro 14, 2011 às 8:36 pm
Aconselho
fdsd said,
Maio 11, 2015 às 10:27 am
Já agora, o romance? O romance é entre que personagens…?