Estranho é o sono que não te devolve.

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Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde.Como é
amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.

Daniel Faria in “Explicação das Árvores e de Outros Animais”

Ilustração “Sleep” de Goya

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4 comentários

  1. Março 16, 2007 às 2:14 am

    Olá

    Gostava de dar as boas-vindas pelo aparecimento deste blogue como agradecer o link ao Pimenta Negra, o qual já retribuiu com todo o gosto.

    Já aproveitei ainda o post sobre as aldeias dos livros como se pode ver em
    http://pimentanegra.blogspot.com/2007/03/as-aldeias-dos-livros.html

    Disponha sempre para qualquer informação e troca de impressões.

    O autor do Blogue Pimenta Negra
    (contacto pimentanegra@hotmail.com )

  2. papagaio said,

    Março 16, 2007 às 1:01 pm

    Olá

    Parabéns pelo belo poema! O sono, esse estranho e extrordinário espaço onde sonhamos, e flutuamos, nas mais diversas divagações, inexplicáveis da nossa mente.

    Gostei muito!

    http://papagaio.wordpress.com “Palavras Soltas”
    http://avano2006.blogspot.com “Canto poético”

  3. tanialucas said,

    Março 17, 2007 às 9:29 pm

    Muito obrigada pelos elogios, é sempre bom saber que alguém gosta do que fazemos por puro prazer…

    Já agora aproveito também para dar os parabéns pelo excelente blog, o qual descobri por acaso e onde li uma das coisas mais bonitas até hoje, o post sobre o não conformismo:

    http://pimentanegra.blogspot.com/2005/04/sobre-o-no-conformismo-prof-agostinho.html

    algo que penso que toda a gente deveria ler e acima de tudo interiorizar…

    Mais uma vez obrigada e continue com o bom trabalho no Pimenta Negra

  4. tanialucas said,

    Março 18, 2007 às 1:50 pm

    Resposta ao comentário de papagaio:

    Muito obrigada pelo post.

    Com os parabéns fiquei com a sensação que pensou ter sido eu a escrever o poema mas infelizmente, não sou assim tão dotada, o mérito pertence todo a Daniel Faria.

    Gostei bastante da definição de sono, é de facto um espaço de múltiplas possibilidades, mas no caso deste poema, o sono de que o autor fala acaba por ser a própria morte, o sono do qual não somos devolvidos…

    Visitei os seus blogs e gostei muito dos poemas, continue…

    Um abraço
    Tânia Lucas


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