Finalmente consegui ir à Feira do Livro!!!

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É sempre bom sair do metro e ver as barraquinhas pelo Parque Eduardo VII acima, com o cheiro a farturas no ar e a perspectiva de uma tarde passada entre livros…

Demorou mas acho que escolhi bem o dia: nem demasiado frio, nem demasiado calor, uma feira sem estar deprimentemente vazia nem caoticamente cheia e pronto, ir sozinha tem as suas vantagens, posso demorar o tempo que quero, ver tudo ao pormenor, andar para a frente e para trás vezes sem conta…

De inicio a feira estava a deixar-me um pouco desapontada, não sei se é de eu ter um especial olho para pechinchas e acabar sempre por comprar os livros a preços inferiores aos praticados na maioria das lojas, mas estava com a sensação de que tudo estava demasiado caro, o preço dos livros puxava sempre para cima de 10E e comecei a sentir-me frustrada. Além disso, ao fim de alguns anos, passa-se a conhecer as editoras, e antes de olhar para as bancas, quase que podia adivinhar o que ia encontrar… Ainda assim, não deixa de ser fantástica, a sensação de estar num jardim onde existe uma feira que em vez de vegetais e peixe, tem as bancas cheias de livros, que podemos tocar, desfolhar e sentir o seu cheiro, demorando-nos, com todas as capas disputando a nossa atenção…

Voltando ás compras, acabei por trazer só dois livros (pelo menos desta vez :p) mas apesar de os considerar excelentes compras, limitaram financeiramente as minhas próximas idas a feira…
O primeiro que comprei foi “A sala das perguntas” de Fernando Campos, no qual tive direito a um desconto especial, porque o rapaz da barraquinha engraçou comigo (ás vezes é tão bom ser rapariga…), acabando por ficar a 10E (menos 7E que o preço normal e menos 3E que o preço de feira). Este chegou para me deixar um sorriso gigantesco na cara, andava à uma eternidade para ler qualquer coisa deste autor mas custava dar-me tanto dinheiro por uma coisa que não tinha a certeza se iria gostar… Agora estou deserta de o ler :p

O segundo comprei como livro do dia a 12E e foi um impulso: o clássico “Moby Dick” de Herman Melville, um livro que não estava a pensar comprar, mas que achei que estava a um bom preço e com uma encadernação engraçada, da editora Relógio D’Água. Para alem disso, dei umas espreitadelas ao conteúdo e gostei das pequenas frases que li, especialmente da famosa frase inicial “Tratem-me por Ismael.(…)”.

Posso dizer que foi um dia produtivo (talvez não tanto como nos outros anos mas ainda agora estamos no inicio) que acabou em grande com uma fartura quentinha encharcada em açúcar e canela :p Uma tarde perfeita…

Harry Potter e o Príncipe Misterioso – por J. K. Rowling

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Desta vez a opinião é sobre um livro bem menos intelectual do que alguns que já pus por aqui, mas mesmo assim, não deixou de me dar varias horas de puro gozo literário :p

Bem, sobre o Harry Potter pouco há a dizer, duvido que haja alguém que não conheça pelo menos o nome. Vergonha é só agora eu ter lido o ultimo livro a ser editado. Não sou propriamente uma viciada na saga, mas gosto de ler os livros, entretêm sem exigirem grande esforço, o que ás vezes sabe bem…

Sobre este em particular, felizmente os momentos em casa dos tios de Harry foram minimizados, o que foi bom, uma vez que acho sempre essa a parte mais chata e dispensável do livro. Para variar, chorei copiosamente no final (snif,snif) e estou realmente curiosa para saber como é que J. K. Rowling vai pegar na historia no ultimo livro, depois do que aconteceu em Hogwarts… Felizmente o próximo sai já a 21 de Julho, embora por pura preguiça, esteja mais inclinada a esperar pela edição em português… A propósito, as traduções destes livros são bastante más, acho que mereciam um pouco mais de qualidade…

O problema deste livros, é que no final dá sempre vontade de trocar um curso aborrecido no Técnico, por um excitante ano de magia em Hogwarts… enfim, divagações de quem anda com dificuldades em crescer…

Mutts

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Feira do Livro de Lisboa

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Para os mais distraídos, hoje teve inicio a feira do Livro de Lisboa.

Infelizmente não pude passar por lá, mas assim que o fizer, deixo a minha opinião por aqui…

Um conselho, vão dando uma vista de olhos todos os dias pelo site da feira e vejam quais são os livros do dia. Se houver algum da vossa lista de compras, aproveitem e despendam meia horita para o ir buscar. As maiores pechinchas que consegui na feira foram desta maneira, os livros do dia costumam ter descontos realmente bons e como a feira está aberta até as 24h, a desculpa de não haver tempo deixa de funcionar :p

The Raven por Edgar Allan Poe e sua tradução por Fernando Pessoa

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Imagem por Odessa11

Escrito em 1845, este poema é absolutamente fantástico, experimentem ler a versão original em voz alta e compreenderão…

The Raven

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore,
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As some one gently rapping at my chamber door.
‘ ’Tis some visitor, ’I muttered, ‘tapping at my chamber door—
Only this, and nothing more.’

Ah, distinctly I remember it was in the Bleak December,
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow; —vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow—sorrow for the lost Lenore—
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore—
Nameless here for evermore

And the silken sad uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me—filled me with fantastic terrors never felt before;
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating,
‘ ’Tis some visitor entreating entrance at my chamber door—
Some later visitor entreating entrance at my chamber door;—
This it is, and nothing more.’

Presently my soul grew stronger; hesitating then no longer,
‘Sir’, said I, ‘orMadam, truly your forgiveness I implore;
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you’,—here I opened wide the door;—
Darkness there, and nothing more.

Deep into that darkness peering, long I stood there wondering, fearing,
Doubting, dreaming dreams no mortals ever dared to dream before;
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, ‘Lenore!’,
This I whispered, and an echo murmured back the word, ‘Lenore!’—
Merely this, and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
‘Surely,’ said I, ‘surely that is something at my window lattice:
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore—
Let my heart be still a moment and this mystery explore;—
’Tis the wind and nothing more.’

Open here I flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately raven of the saintly days of yore;
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door—
Perched upon a bust of Pallas just above my chamber door—
Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore.
‘Though thy crest be shorn and shaven, thou,’ I said,
[‘art sure no craven,]
Ghastly grim and ancient raven wandering from the Nightly shore—
Tell me what thy lordly name is on the Night’s Plutonian Shore!’
Quoth the Raven, ‘Nevermore’.

Much I marvelled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning—little re relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human being
Ever yet was blest with seeing bird above his chamber door—
Bird or beast upon the sculptured bust above his chamber door,
With such name as ‘Nevermore’.

But the raven, sitting lonely on the placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpour.
Nothing further then he uttered—not a feather then he fluttered—
Till I scarcely more than muttered, ‘other friends have flown before—
On the morrow he will leave me, as my hopes have flown before.’
Then the bird said, ‘Nevermore’.

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
‘Doubtless’, said, ‘what it utters is its only stock and store,
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore—
Till the dirges of his Hope that melancholy burden bore
Of ‘‘Never-nevermore’’.’

But the Raven still beguiling all my fancy into smiling,
Straight I wheeled a cushioned seat in front of bird, and bust and door;
Then upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore—
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt and ominous bird of yore
Meant in croaking ‘Nevermore’.

This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl whose fiery eyes now burned into my bosom’s core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion’s velvet lining that the lamplight gloated o’er,
But whose velvet violet lining with the lamplight gloating o’er,
She shall press, ah, nevermore!

Then me thought the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by Seraphim whose footfalls tinkled on the tufted floor.
‘Wretch’, I cried, ‘thy God hath lent thee—
Respite—respite and nepenthe, from thy memories of Lenore!
Quaff, oh quaff this kind nepenthe and forget this lost Lenore!’
Quoth the Raven, ‘Nevermore’.

‘Prophet!’ said I, ‘thing of evil!—prophet still, if bird or devil!—
Whether Tempter sent,or whether tempest tossed thee here ashore,
Desolate yet allundaunted, on this desert land enchanted—
On this home by horrorhaunted—tell me truly, I implore—
Is there—is there balm in Gilead?—tell me—tell me, I implore’
Quoth the Raven, ‘Nevermore’.

‘Prophet!’ said I, ‘thing of evil!—prophet still, if bird or devil!—
By that Heaven that bends above us—by that God we both adore—
Tell this soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore—
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore.’
Quoth the Raven, ‘Nevermore’.

‘Be that word our sign in parting, bird or fiend,’, I shrieked, upstarting—
‘Get thee back into the tempest and the Night’s Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken!—quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!’
Quoth the Raven, ‘Nevermore’.

And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all seeming of a demon’s that is dreaming,
And the lamp lighto’er him streaming throws his shadow on the floor;
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted—nevermore!

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O CORVO – Tradução de Fernando Pessoa

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais.”

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu’ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P’ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais –
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
“É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais”.

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
“Senhor”, eu disse, “ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi…” E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais –
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
“Por certo”, disse eu, “aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.”
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
“É o vento, e nada mais.”

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
“Tens o aspecto tosquiado”, disse eu, “mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome “Nunca mais”.

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, “Amigo, sonhos – mortais
Todos – todos já se foram. Amanhã também te vais”.
Disse o corvo, “Nunca mais”.

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
“Por certo”, disse eu, “são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp’rança de seu canto cheio de ais
Era este “Nunca mais”.

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu’ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele “Nunca mais”.

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
“Maldito!”, a mim disse, “deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Profeta”, disse eu, “profeta – ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

“Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!”, eu disse. “Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!”
Disse o corvo, “Nunca mais”.

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á… nunca mais!

“A Misteriosa Chama da Rainha Loana” por Umberto Eco

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“A Misteriosa Chama da Rainha Loana” fala-nos de Yambo, um alfarrabista italiano que acorda após um AVC que teve como consequências o desaparecimento de toda a memória relativa à sua própria vida, deixando-lhe porém um conhecimento enciclopédico, que ironicamente não lhe serve de absolutamente de nada quando nem o nome da esposa consegue recordar…

Yambo, aconselhado pela mulher, decide partir para a sua casa de campo onde passou uma parte da infância (nomeadamente durante o período da Segunda Guerra Mundial), na tentativa de reencontrar o seu passado. No entanto, devido a certas descobertas e revelações, um segundo AVC tem lugar, desta vez com consequências mais curiosas…

A primeira impressão que fiquei acerca desta obra é que foi escrito com um grande amor pelos livros em geral. Desde a profissão do próprio personagem principal, passando pela sua tentativa de reconstrução de um passado perdido a partir de todos os livros lidos ao longo da sua vida, os livros acabam por ser os principais elementos da narrativa. De salientar ainda, as magnificas figuras que ilustram toda a obra.

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Tal como nos é avisado numa inicial “nota da tradutora” este não é um livro nada fácil de ler, as referencias a outras obras são inúmeras e raramente são citadas as fontes. Alem do mais não deixa de ser Umberto Eco, um escritor que deve ser lido com atenção e que exige sempre do leitor uma boa dose de cultura geral… embora no final valha sempre a pena.

Só uma coisa me deixou profundamente desiludida: o final. É um final que deixa tudo em aberto e não resolve nada, deixando um leque enorme de possibilidades de interpretação. Penso que noutros contextos isto seria agradável, mas após tanto “nevoeiro” uma explicação concreta para algumas questões era, na minha opinião, mais desejável.

MUTTS º Book Club º – II

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Henry David Thoreau

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“As if you could kill time without injuring eternity.”

“Books are the carriers of civilization. Without books, history is silent, literature dumb, science crippled, thought and speculation at a standstill.”

“Go confidently in the direction of your dreams! Live the life you’ve imagined. As you simplify your life, the laws of the universe will be simpler.”

“If you would convince a man that he does wrong, do right. But do not care to convince him. Men will believe what they see. Let them see.”

“It is as hard to see one’s self as to look backwards without turning around.”

“Public opinion is a weak tyrant compared with our own private opinion. What a man thinks of himself, that is which determines, or rather indicates, his fate.”

Livros de bolso a três

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” Livros de bolso a três

Assírio&Alvim, Relógio d’Água e Cotovia são as três editoras portuguesas, que numa atitude inédita no nosso país, se unem para lançarem uma colecção de livros de bolso no mercado. Biblioteca Independente é o nome da colecção que pretende reunir em formato reduzido alguns dos principais autores clássicos e contemporâneos.

Com lançamento previsto para a segunda semana de Maio, as editores pretendem que ainda em 2007 sejam lançados 21 títulos, e que a colecção prossiga depois ao ritmo de três livros por mês, repartidos por ficção, narrativa, poesia e ensaio. Com o preço fixo de 4€, as editoras envolvidas no projecto asseguram rigor na tradução e qualidade no grafismo.

Com a Biblioteca Independente as três editoras querem alargar o espaço da edição cultural num manifesto contra aquilo a que chamam “a monótona avalanche de romances de enredo esotérico e os ensaios que se dissolvem na espuma dos dias”.

Entre as edições já previstas destaque para a Ilíada, de Homero, D. Quixote, de Cervantes e Contos de S. Petersburgo, de Gogol. Outros nomes clássicos e contemporâneos incluem Machado de Assis, Balzac, Baudelaire, Beckett, Miguel Esteves Cardoso, Freud, Ortega Y Gasset e José Gil. Está também prevista a inclusão nesta biblioteca de títulos que não fazem parte do catálogo das três editoras envolvidas.”

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Grandes clássicos a 4 E parece-me muito muito bem 🙂

MUTTS º Book Club º – I

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