Quantas vezes, Amor, me tens ferido?

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?

Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!

Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:

Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!

Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.

Bocage

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6 comentários

  1. Geovana said,

    Maio 22, 2008 às 12:45 pm

    És de Portugal ? Sou louca para conhecer Portugal. O pouco que conheço eh acompanhando as novelas da RTP Internacional.
    Que blog ótimo 🙂
    Adorei o estilo dos textos. E a sensibilidade que eles passam.

  2. Pedro said,

    Maio 22, 2008 às 10:34 pm

    Imagem bestial, poema lindo… e triste!

    Não aprecio muito Bocage, não é um poeta de eleição (de longe!).

  3. David Cardoso said,

    Maio 23, 2008 às 2:38 pm

    Boa Tarde, o meu nome é David Cardoso e sou colaborador da empresa responsável pelas feiras do livro do metro (metrobooks). Em nome da empresa peço que nos contacte, teriamos todo o gosto em falar consigo, e quem sabe cooperarmos consigo futuramente. Aguardamos a sua resposta.
    Abaixo deixo os meus contactos:

    David Cardoso- 933127534;davidcardososj@mail.telepac.pt

    P.S.-Parabens pelo seu site.

    Os melhores cumprimentos

    David Cardoso

  4. tanialucas said,

    Maio 25, 2008 às 10:16 pm

    Para Geovana

    Sou portuguesa sim e devo dizer que Portugal é muito mais do que aparece nas novelas, por isso aconselho uma visita :p

    Obrigada pelo comentário e elogios ao blog

    Abraços

    Tânia Lucas

  5. tanialucas said,

    Maio 25, 2008 às 10:20 pm

    Para Pedro

    Devo dizer que Bocage também não é um dos meus poetas preferidos mas gostei particularmente deste poema pela dicotomia Amor/Razão tão querida deste período de transição para o estilo romântico e da qual sempre achei piada.

    Quanto à figura achei apropriada porque vejo naqueles dois anjos (ou o que quer que sejam) a imagem do Amor e da Razão a curarem-se um ao outro… mas isto sou só eu e a minha imaginação :p

    Abraços
    Tânia Lucas

  6. EMILE said,

    Dezembro 9, 2010 às 1:39 am

    Nao gostei muito, pois é uma pena nao haver algum comentario sobre o obra lietraria de bocage!


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