“Comer, Orar, Amar” de Elizabeth Gilbert

Muito antes do filme, este livro apareceu em casa dos meus pais. Na altura achei que devia ser mais um livro lamechas de auto ajuda no entanto, com todo o aparato à volta do filme, decidi pôr os meus preconceitos de lado e perceber porquê este blockbuster literário.

De inicio odiei o livro, as cenas do divorcio, a autora/narradora/personagem principal que não parava de se lamentar… mas depois percebi o sucesso. Férias de um ano totalmente pagas, com direito a uma estadia em Itália com o único objectivo de ingerir as melhores iguarias do mundo, uns meses na Índia num retiro espiritual na busca do verdadeiro eu e uma escapadela paradisíaca no Bali com direito a uma história de amor digna de um conto de fadas, é o sonho de qualquer ser humano à face da terra. Acho que esta é a razão do sucesso do livro, fazer-nos sonhar e acreditar que ainda há milagres (que curiosamente acontecem sempre aos outros…). De qualquer forma, este foi um livro que não me arrependo de ter lido, nem sempre temos de gostar de calhamaços densos e obscuros, por vezes é bom ler apenas coisas que nos fazem passar um bom bocado.

Num aparte, duas coisas ficaram-me da história:
1) Pratico yoga mas, tal como a autora, aldrabo sempre a parte da meditação. Fiquei mesmo a pensar se aquela história de atingir um estado superior capaz de mudar a nossa vida através deste método será mesmo verdade…
2) Nunca cheguei a ver o filme no cinema, mas a cena em que a autora personifica a solidão e a depressão foi mesmo muito engraçada na minha imaginação por isso tenho uma curiosidade imensa em ver como foi tratada no cinema (é possível que tenha simplesmente sido ignorada).

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1 Comentário

  1. Books Lovers said,

    Junho 22, 2011 às 12:49 pm

    O filme ia estrear, e havia o aparato de volta do filme como diz era tão grande, e foi tão elogiado na Oprah ao ponto da autora ir ao programa, ouvi tantas vezes dizer “é o livro da minha vida”, que fui à fnac e trouxe comigo a versão livro de bolso. Li o livro no Verão passado, em plena praia, e no início também me irritou um bocado, acho que as expectativas estavam muito elevadas, quando chegou a Itália, fiquei deslumbrada, a comida, as peripécias. A parte em que ela vai meditar também se tornou um pouco mais “chata”, apesar das partes em que me ri imenso, a história andava devagar, era tudo sobre meditação, depois voltou a interessar-me mais. Gostei, mas não achei nada de transcendente. Acho que foi mesmo porque tinha as expectativas mesmo muito elevadas.

    Books Lovers


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