E o mundo não pára…

Enquanto andei mergulhada na minha never ending tese, o mundo literário não parou de girar. A saber:

– O escritor indiano Aravind Adiga ganhou o Man Booker Prize com o livro “The White Tiger” (que mal posso esperar pela publicação em Portugal).

“A estrutura narrativa de The White Tiger não podia ser mais simples: um “empresário” espertalhão e sem escrúpulos, chamado Balram Halwai, escreve sete longas cartas ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, a poucos dias da sua visita oficial à Índia. Convicto de que os «amarelos» e os «castanhos» vão dominar em breve o mundo, pelo menos no plano económico, ele quer explicar a Jiabao as razões do sucesso dos «empreendedores» indianos, partindo da sua exemplar história de self made man. Exemplar é como quem diz. Halwai sobe a pulso na escala social, de motorista a dono de uma empresa de transportes (ao serviço dos grandes call centers de Bangalore), mas essa ascensão é feita à custa de todo o tipo de atropelos éticos, crimes e gestos amorais.
Nascido no coração da Índia, junto às margens negras do Ganges (negras por causa das cinzas que sobram das piras funerárias), Halwai cumpre o sonho que é negado a milhões de outros miseráveis como ele: sair da Escuridão («Darkness») – onde os búfalos trabalham nos campos, as pessoas morrem de tuberculose em hospitais sem médicos e os caciques fazem o que querem – a caminho da Luz representada pelas cidades modernas, a abarrotar de centros comerciais e empresas informáticas de ponta, cujas acções são negociadas na Bolsa de Nova Iorque.
São estas duas Índias, com os seus contrastes chocantes e os seus pontos de contacto (a corrupção, por exemplo, que surge em todos os níveis da sociedade), são estas imagens extremas de um país contraditório que Adiga explora com uma inteligência e uma subtileza raras, fazendo do seu livro uma parábola, ao mesmo tempo divertida e violenta, sobre o lado mais sombrio do milagre económico indiano.”

In Bibliotecário de Babel

– O francês Jean-Marie Gustave Le Clézio recebeu o Nobel da Literatura.

“Nascido a 13 de Abril de 1940 em Nice, no Sul de França, Jean-Marie Gustave Le Clézio é um dos nomes cimeiros da literatura francesa contemporânea. Detentor de um estilo clássico e refinado, assinou um vasto catálogo de mais de 50 romances, contos, ensaios, novelas e mesmo traduções de mitologia ameríndia.
A obra de Le Clézio evoca as viagens e os contactos com diferentes culturas, sobretudo da América Latina e de África.
Espiritual, a literatura do escritor de Nice privilegia os temas do paraíso perdido e a crítica ao materialismo do Ocidente.
“O ponto central da obra do escritor desloca-se cada vez mais na direcção de uma exploração do mundo da infância e da própria história familiar”, sublinha a Academia Sueca.
Le Clézio é formado em Letras e trabalhou na Universidade de Bristol, em Londres. Aos 23 anos foi distinguido em França com o Prémio Renaudot pelo ensaio “Le procès-verbal”.
Em 1967, após uma experiência de ensino nos Estados Unidos, partiu para a Tailândia em serviço militar. Acabaria por ser expulso depois de denunciar a prostituição infantil, rumando então ao México.
Entre 1970 e 1974, Le Clézio viveu junto de índios do Panamá. Durante os anos de 1970, trabalhou no Instituto da América Latina. (…) A obra-prima “Deserto”, “O Processo de Adão Pollo, “O Caçador de Tesouros”, “Estrela Errante”, “Diego e Frida” e “Índio Branco” são os títulos do Nobel da Literatura com tradução para Português.”

In RTP

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Concurso Literário Municipal Lisboa à Letra

“O Departamento de Educação e Juventude da Câmara Municipal de Lisboa convida os jovens entre os 15 e os 30 anos, que residam, estudem ou trabalhem no município de Lisboa, a participar na sexta edição do Concurso Literário Municipal Lisboa à Letra, cujo prazo de inscrições e de entrega de trabalhos decorre de 14 de Abril a 31 de Maio.

Esta é uma iniciativa anual que tem como principais objectivos os de incentivar os jovens à leitura e à escrita criativa, tendo como temática de fundo a cidade de Lisboa.

As inscrições e a entrega de trabalhos poderão ser realizadas directamente nos espaços Juventude@Lisboa, Loja 2112, Amoreiras Shopping Center, Avenida Duarte Pacheco, 1070-103 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 22h00, fins-de-semana e feriados entre as 14h00 e as 20H00; Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande nº 25, piso 0, 1749-099 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 15h00 e as 18h00; Ou por correio, acompanhados por aviso de recepção, para a Divisão de Apoio Juvenil, Câmara Municipal de Lisboa, nº 27, 10º Bloco E, 1749-099 Lisboa.

Os candidatos deverão consultar o regulamento do concurso antes de realizarem as inscrições cuja ficha se encontra disponível aqui.

Para outras informações podem contactar:
Divisão de Apoio Juvenil, Tel. 21 798 81 79, dej.daj@cm-lisboa.pt;
Juventude@Lisboa do Amoreiras Shopping Center, Tel. 21 385 74 86, amoreiras@cm-lisboa.pt;
Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa do Campo Grande, Tel. 21 798 93 70, campogrande@cm-lisboa.pt .”

In LxJovem

Eu concorri o ano passado na categoria de poesia e (para variar) não ganhei… de qualquer maneira aqui fica o aviso!

25 de Abril

Trova do Vento que Passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio – é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Por Manuel Alegre

Uma Pascoa Feliz para todos!

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Leitura de poemas de Francisco José Viegas, por Ricardo Araújo Pereira

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Caminhar por entre veredas

“Será o primeiro evento aqui na Casa Fernando Pessoa no ano de 2008. Pedro Mexia apresenta a mais recente recolha de poemas de Francisco José Viegas, Se me Comovesse o Amor. A leitura estará a cargo de Ricardo Araújo Pereira. Caminhada por entre veredas que são versos, e vice-versa. Dia 10 de Janeiro pelas 18h30.”

in Mundo Pessoa

Abre maior livraria do país – Byblos

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Abriu nas Amoreiras, no passado dia 13 de Dezembro, a maior livraria nacional. Chama-se Byblos, tem 3300m2 e possui uma nova tecnologia de acessibilidade que permite encontrar qualquer livro com grande facilidade, assegura Américo Areal, antigo dono das Edições Asa e o senhor que idealizou e concretizou este magnifico projecto.

Para além de 150 mil títulos nas estantes, esta livraria conta ainda com um auditório, uma sala de exposições, uma cafetaria, uma área de venda de revistas e jornais, outra dedicada a CD, DVD e jogos de computador.

Quanto a vocês não sei, mas eu estou mortinha por ir averiguar 😛

Desejo a todos um Feliz 2008!!!

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Prendinhas de Natal

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Passou-se mais um Natal e como não podia de deixar de ser, lá recebi uns livros da praxe :p

Desta vez foram “Tarântula”

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a auto-biografia de Bob Dylan, que eu andava desejante de deitar as mãos, ou melhor, os olhos!!!!! (obrigada Rosário :D)

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e ainda, da minha irmã, “Estação Carandiru” de Drauzio Varella, o livro que regista as memorias de Drauzio Varella, médico na famosa prisão de Carandiru onde teve lugar um brutal massacre em 1992 e que foi o epicentro da revolta das cadeias brasileiras. Este foi o livro que inspirou o filme homónimo que eu ainda não tive estômago para ver e mesmo ler este livro admito que será uma tarefa difícil, uma vez que sou uma pessoa muito impressionável… mas neste momento a curiosidade é maior (embora admita que possam haver partes que devo saltar…).

Assim que ler estes dois livros, deixo aqui um post, prometo :p

Premio Literário Cidade de Almada 2007 – Poesia

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Amanha, dia 18 de Outubro, pelas 21h, no Auditório Fernando Lopes Graça – Fórum Municipal Romeu Correia em Almada, vai ter lugar a cerimónia de entrega do Premio Literário Cidade de Almada 2007 – Poesia, este ano atribuído a um dos meus escritores preferidos, Hugo Santos.

Infelizmente não vou mesmo poder estar presente (fico mesmo triste de não ir) mas deixo aqui o aviso. Aproveitem que a entrada é livre e após a entrega do prémio irá ainda decorrer um espectáculo de dança com o grupo Corpus NOITE BRANCA.

Lançamento da revista Waribashi

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Este fim-de-semana tive a oportunidade de participar no lançamento da nova revista on-line sobre cultura japonesa, Waribashi.
As actividades tiveram lugar na FNAC do Colombo no sábado (à qual não fui) e também na FNAC do Chiado e nessa aproveitei para dar uma espreitadela. Foi uma tarde muito bem passada, a apresentação não foi nada maçadora, pelo contrário, teve interessantes apresentações em PowerPoint sobre shiatsu (espécie de massagem japonesa), origamis e caligrafia japonesa. Houve ainda a oportunidade de experimentar umas massagens de shiatsu onde me aventurei (foi engraçado mas um bocadinho “violento” :p) e ainda tivemos direito a uma workshop de caligrafia japonesa.

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Eu já tinha experimentado antes numa outra workshop organizada pela Embaixada do Japão mas é sempre bom repetir a experiência, gosto bastante da escrita japonesa, é extremamente fluida, suave e relaxante (apesar de difícil, especialmente para quem inicia) e a sensação que se tem é que em vez de escrever estamos a pintar um quadro, tanto pelos movimentos específicos do pincel, como pelo resultado final…
Fico com pena de não ter o scanner para vos mostrar aqui os meus dotes japoneses :p fica então só uma versão “virtual” do meu nome em japonês…

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E já agora não deixem de espreitar o site da revista, porque é gratuita e acho que está muito bem conseguida, tanto ao nivel do grafismo como dos assuntos abordados.

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