Prémio a mim :p

Foi-me concedido pelo blog Nlivros, o selo/prémio :

666

Associado a este Prémio, existem algumas regras:

1. Linkar a pessoa que o/a indicou;
2. Escrever as regras no blogue;
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre si;
4. Indicar mais 6 pessoas e colocar os links respectivos no final do post;
5. Deixe a pessoa saber que a indicou, deixando um comentário para ela;
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Respondendo à regra numero 3:

– Adoro livros (não se nota?! :p)

– Sou muito esquisita com o que bebo porque não gosto de quase nada (não bebo chá nem bebidas com álcool e não morro de amores por bebidas com gás. Sobra o leite, a água e os sumos naturais…)

– Acredito no destino (e no Karma à Earl :p), que nada acontece por acaso e que não devemos desperdiçar as oportunidades que nos são dadas…

– Gosto muito muito de viajar

– Tenho o péssimo hábito de querer fazer tudo ao mesmo tempo… Inscrevo-me num sem número de coisas a achar que consigo dar conta do recado, e ás vezes sai asneira…

-Quando era pequena, gostava de ser escritora quando crescesse. Como a falta de jeito manteve-se, tornei-me Enga. do Ambiente.

Quanto aos links, deixo só 3:
Pinguim Azul
Moura aveirense – que já recebeu o prémio uma vez…
O Cantinho do Bookoholic

E o mundo não pára…

Enquanto andei mergulhada na minha never ending tese, o mundo literário não parou de girar. A saber:

– O escritor indiano Aravind Adiga ganhou o Man Booker Prize com o livro “The White Tiger” (que mal posso esperar pela publicação em Portugal).

“A estrutura narrativa de The White Tiger não podia ser mais simples: um “empresário” espertalhão e sem escrúpulos, chamado Balram Halwai, escreve sete longas cartas ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, a poucos dias da sua visita oficial à Índia. Convicto de que os «amarelos» e os «castanhos» vão dominar em breve o mundo, pelo menos no plano económico, ele quer explicar a Jiabao as razões do sucesso dos «empreendedores» indianos, partindo da sua exemplar história de self made man. Exemplar é como quem diz. Halwai sobe a pulso na escala social, de motorista a dono de uma empresa de transportes (ao serviço dos grandes call centers de Bangalore), mas essa ascensão é feita à custa de todo o tipo de atropelos éticos, crimes e gestos amorais.
Nascido no coração da Índia, junto às margens negras do Ganges (negras por causa das cinzas que sobram das piras funerárias), Halwai cumpre o sonho que é negado a milhões de outros miseráveis como ele: sair da Escuridão («Darkness») – onde os búfalos trabalham nos campos, as pessoas morrem de tuberculose em hospitais sem médicos e os caciques fazem o que querem – a caminho da Luz representada pelas cidades modernas, a abarrotar de centros comerciais e empresas informáticas de ponta, cujas acções são negociadas na Bolsa de Nova Iorque.
São estas duas Índias, com os seus contrastes chocantes e os seus pontos de contacto (a corrupção, por exemplo, que surge em todos os níveis da sociedade), são estas imagens extremas de um país contraditório que Adiga explora com uma inteligência e uma subtileza raras, fazendo do seu livro uma parábola, ao mesmo tempo divertida e violenta, sobre o lado mais sombrio do milagre económico indiano.”

In Bibliotecário de Babel

– O francês Jean-Marie Gustave Le Clézio recebeu o Nobel da Literatura.

“Nascido a 13 de Abril de 1940 em Nice, no Sul de França, Jean-Marie Gustave Le Clézio é um dos nomes cimeiros da literatura francesa contemporânea. Detentor de um estilo clássico e refinado, assinou um vasto catálogo de mais de 50 romances, contos, ensaios, novelas e mesmo traduções de mitologia ameríndia.
A obra de Le Clézio evoca as viagens e os contactos com diferentes culturas, sobretudo da América Latina e de África.
Espiritual, a literatura do escritor de Nice privilegia os temas do paraíso perdido e a crítica ao materialismo do Ocidente.
“O ponto central da obra do escritor desloca-se cada vez mais na direcção de uma exploração do mundo da infância e da própria história familiar”, sublinha a Academia Sueca.
Le Clézio é formado em Letras e trabalhou na Universidade de Bristol, em Londres. Aos 23 anos foi distinguido em França com o Prémio Renaudot pelo ensaio “Le procès-verbal”.
Em 1967, após uma experiência de ensino nos Estados Unidos, partiu para a Tailândia em serviço militar. Acabaria por ser expulso depois de denunciar a prostituição infantil, rumando então ao México.
Entre 1970 e 1974, Le Clézio viveu junto de índios do Panamá. Durante os anos de 1970, trabalhou no Instituto da América Latina. (…) A obra-prima “Deserto”, “O Processo de Adão Pollo, “O Caçador de Tesouros”, “Estrela Errante”, “Diego e Frida” e “Índio Branco” são os títulos do Nobel da Literatura com tradução para Português.”

In RTP

Concurso Literário Municipal Lisboa à Letra

“O Departamento de Educação e Juventude da Câmara Municipal de Lisboa convida os jovens entre os 15 e os 30 anos, que residam, estudem ou trabalhem no município de Lisboa, a participar na sexta edição do Concurso Literário Municipal Lisboa à Letra, cujo prazo de inscrições e de entrega de trabalhos decorre de 14 de Abril a 31 de Maio.

Esta é uma iniciativa anual que tem como principais objectivos os de incentivar os jovens à leitura e à escrita criativa, tendo como temática de fundo a cidade de Lisboa.

As inscrições e a entrega de trabalhos poderão ser realizadas directamente nos espaços Juventude@Lisboa, Loja 2112, Amoreiras Shopping Center, Avenida Duarte Pacheco, 1070-103 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 22h00, fins-de-semana e feriados entre as 14h00 e as 20H00; Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande nº 25, piso 0, 1749-099 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 15h00 e as 18h00; Ou por correio, acompanhados por aviso de recepção, para a Divisão de Apoio Juvenil, Câmara Municipal de Lisboa, nº 27, 10º Bloco E, 1749-099 Lisboa.

Os candidatos deverão consultar o regulamento do concurso antes de realizarem as inscrições cuja ficha se encontra disponível aqui.

Para outras informações podem contactar:
Divisão de Apoio Juvenil, Tel. 21 798 81 79, dej.daj@cm-lisboa.pt;
Juventude@Lisboa do Amoreiras Shopping Center, Tel. 21 385 74 86, amoreiras@cm-lisboa.pt;
Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa do Campo Grande, Tel. 21 798 93 70, campogrande@cm-lisboa.pt .”

In LxJovem

Eu concorri o ano passado na categoria de poesia e (para variar) não ganhei… de qualquer maneira aqui fica o aviso!

Escritor Mário Cláudio distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira 2008

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Escritor Mário Cláudio distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira 2008

“O escritor portuense Mário Cláudio foi galardoado pela Universidade de Évora com o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2008, anunciou hoje a instituição de ensino.

O prémio, criado em 1997 para distinguir anualmente ensaístas e/ou romancistas de língua portuguesa, vai ser entregue em cerimónia pública na sala de actos da instituição, no dia 1 de Março, aniversário da morte de Vergílio Ferreira.

A atribuição do prémio deste ano ao escritor Mário Cláudio foi decidida por unanimidade pelo júri, composto pelos professores universitários José Alberto Gomes Machado (Évora, presidente), José Carlos Seabra Pereira (Coimbra), Isabel Allegro de Magalhães (Nova de Lisboa) e Elisa Nunes Esteves (Évora) e pela jornalista e critica literária Clara Ferreira Alves.

A academia de Évora homenageia Mário Cláudio como um “nome cimeiro das letras portuguesas”, lembrando que o escritor foi considerado por Vergílio Ferreira “um dos nomes mais promissores da sua geração”.

Referência da literatura portuguesa, Mário Cláudio é o pseudónimo literário de Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de Novembro de 1941.

Começou o curso de Direito em Lisboa e terminou-o em Coimbra (1966), onde viria a diplomar-se novamente, em 1973, com o Curso de Bibliotecário-Arquivista.

Com obras traduzidas em inglês, francês, castelhano, italiano, húngaro, checo e servo-croata, Mário Cláudio foi condecorado com a Ordem de Santiago de Espada e, em 2004, recebeu o Prémio Pessoa.

Nas edições anteriores, o Prémio Vergílio Ferreira foi atribuído a Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Agustina Bessa Luís, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães e Vasco Graça Moura.

O galardão visa dar projecção e visibilidade às obras de ficção ou ensaio dos autores escolhidos e inclui uma componente pecuniária de cinco mil euros.”

in Publico

Para mais informações sobre o autor podem dar uma espreitadela aqui.

Booker Prize 2007

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No passado dia 16 de Outubro, foi conhecida a vencedora deste ano do Booker Prize 2007. A eleita foi Anne Enright com a obra “The Gathering”. Podem ficar a saber um pouco mais sobre o prémio e a obra aqui.

Mais uma vez, nunca li nenhuma obra desta autora, pelo que não posso opinar sobre o assunto mas o vencedor do ano passado, “A Herança do Vazio” de Kiran Desai, deixou-me com mais curiosidade…

Premio Literário Cidade de Almada 2007 – Poesia

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Amanha, dia 18 de Outubro, pelas 21h, no Auditório Fernando Lopes Graça – Fórum Municipal Romeu Correia em Almada, vai ter lugar a cerimónia de entrega do Premio Literário Cidade de Almada 2007 – Poesia, este ano atribuído a um dos meus escritores preferidos, Hugo Santos.

Infelizmente não vou mesmo poder estar presente (fico mesmo triste de não ir) mas deixo aqui o aviso. Aproveitem que a entrada é livre e após a entrega do prémio irá ainda decorrer um espectáculo de dança com o grupo Corpus NOITE BRANCA.

Salman Rushdie ordenado cavaleiro

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Encontrei no blog Mundo Pessoa a noticia de que Salman Rushdie recebeu o título de cavaleiro do Império Britânico no passado dia 16 de Junho. É uma óptima notícia, uma merecida distinção para um grande escritor, infelizmente bastante incompreendido no seu país de origem…

A LO MEJOR ERES TÚ MISMO

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A lo mejor eres tú mismo el tren que pita y se mete bajo
tierra rumbo al infierno o la estrella de chatarra que te
lleva frente a otro muro lleno de espejos y de gestos,
endiablados gestos sin dueño y tú tras ellos, solo, feliz
propietario de una boca escarlata que muge.

Pega el oído a la tierra que insiste en levantarse y respirar.

Acaríciala como si fuera carne, piel humana capaz de
conmoverte, capaz de rechazarte.

Acepta la espera que no siempre hay lugar en el caos.

Acepta la puerta cerrada, el muro cada vez más alto, el
saltito, la imagen que te saca la lengua.

No te trepes sobre los hombros de los fantasmas que es
ridículo caerse de trasero with music in your soul.

Por Blanca Varela – Vencedora do Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana e infelizmente nunca traduzida para Português (pelo que sei…)

Imagem por Kandinsky

Mia Couto vence prémio em Roma

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Esta noticia não é propriamente nova, mas infelizmente esquecia-me sempre de a pôr por aqui no blog.
Mia Couto venceu a XVII edição do Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007, em Roma.
Este autor Moçambicano bastante polivalente (para além de escritor é ainda jornalista, professor e biólogo), já antes havia sido distinguido com o seu livro “Terra Sonâmbula” considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX e ainda com o prémio Vergílio Ferreira em 1999.

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Li dois livros deste autor: “O último voo do flamingo” e “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”.
Devo dizer que o primeiro adorei, o escritor brinca com as palavras, inverte sentidos e dá-lhes uma nova vida, a historia era interessante, as descrições de África eram muito boas e no final havia aquele pico de critica e moral mordaz… Com o segundo fiquei um pouco desiludida porque achei demasiado parecido com o primeiro, embora não tão bom… De qualquer maneira não deixa de ser um grande escritor e é sempre positivo autores lusófonos adquirirem visibilidade internacional.