“O Triunfo dos Porcos” de George Orwell

o_triunfo_dos_porcos.jpg

Normalmente tenho o preconceito absurdo de que quantas mais paginas tem um livro, mais qualidade terá e o “Triunfo dos Porcos” de George Orwell vem (mais uma vez) provar o quanto esta teoria é completamente disparatada…

Num pequeno romance, George Orwell apresenta-nos de uma forma genialmente simples e perfeitamente compreensível todos os perigos dos regimes totalitários através de uma alegoria bastante original: um grupo de animais revolta-se numa quinta governada pelos humanos e funda o Animalismo, uma corrente ideológica que, como tantas outras, começa como uma grande ideia cheia de nobres valores e intenções a acaba por servir como meio de favorecer os mais fortes, violando todos os princípios a que se tinha proposto. Vemos assim o medo e a opressão triunfarem sobre a inteligência e o bom senso, a quantidade de cerimoniais ridículos ligados a todos os regimes totalitaristas, a ignorância como modo de manipulação das massas e a indiferença por parte de quem poderia fazer a diferença entre uma quantidade de outros deliciosos episódios, todos perfeitamente coláveis a regimes por nós conhecido, sendo o regime comunista da ex-União Soviética um alvo particular embora nunca mencionado directamente.

Apesar de escrito em Inglaterra no ano de 1945, este romance tem um carácter universal e intemporal, como qualquer ficção deste autor. Alias, em relação à sua obra mais conhecida, o “1984”, o “Triunfo dos Porcos” acaba por ser, na minha opinião, mais simples e mais directo nas suas criticas…

Um livro a não perder.

Anúncios

“A Vida Nova” de Orhan Pamuk

vida-nova.jpg

Acabei agora de ler o livro A Vida Nova de Orhan Pamuk, prémio Nobel em 2006.
O que me fez interessar à primeira vista por este livro não foi tanto o prémio mas mais a primeira página do primeiro capitulo onde a frase inicial “Um dia li um livro e toda a minha vida mudou” prometia…

A verdade é que, passado o capítulo inicial comecei a duvidar da primeira impressão e com o desenrolar de toda a história acabei por não conseguir perceber o porquê da atribuição do prémio Nobel. De início pensei que fosse falta de capacidade de entender o livro mas numa consulta pela Internet vejo que há mais pessoas a partilharem da minha opinião. Penso que as imagens invocadas no livro são demasiado “batidas”, apesar de entrar um pouco no road story não me senti a viajar e a descobrir a Turquia como aconteceu por exemplo na Montanha da alma de Gao Xingjian (Nobel em 2000) relativamente à China, não percebi se o “heroi” da história seria a favor ou contra a invasão do Oriente pelo Ocidente com as suas marcas e costumes, senti que a historia se auto-contradizia em algumas partes e não percebi aquela obsessão final pelo escritor russo Tchékhov…

Tem no entanto a mais bonita definição de Amor que li até hoje e sem querer parecer demasiado lamechas vou transcrever:

“O Amor é a necessidade de abraçar com muita força alguém e de querer estar sempre do seu lado. É o desejo de esquecer o mundo exterior quando se abraça esse alguém. È a necessidade de descobrir um refugio seguro para a alma.”

Espero não ser mal entendida, o livro não é totalmente intragável mas é um livro que se lê sem deixar marca, prometendo mais do que acaba por oferecer na minha opinião.

Hello world!

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!