Concurso Literário Municipal Lisboa à Letra

“O Departamento de Educação e Juventude da Câmara Municipal de Lisboa convida os jovens entre os 15 e os 30 anos, que residam, estudem ou trabalhem no município de Lisboa, a participar na sexta edição do Concurso Literário Municipal Lisboa à Letra, cujo prazo de inscrições e de entrega de trabalhos decorre de 14 de Abril a 31 de Maio.

Esta é uma iniciativa anual que tem como principais objectivos os de incentivar os jovens à leitura e à escrita criativa, tendo como temática de fundo a cidade de Lisboa.

As inscrições e a entrega de trabalhos poderão ser realizadas directamente nos espaços Juventude@Lisboa, Loja 2112, Amoreiras Shopping Center, Avenida Duarte Pacheco, 1070-103 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 22h00, fins-de-semana e feriados entre as 14h00 e as 20H00; Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa, Campo Grande nº 25, piso 0, 1749-099 Lisboa, dias úteis entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 15h00 e as 18h00; Ou por correio, acompanhados por aviso de recepção, para a Divisão de Apoio Juvenil, Câmara Municipal de Lisboa, nº 27, 10º Bloco E, 1749-099 Lisboa.

Os candidatos deverão consultar o regulamento do concurso antes de realizarem as inscrições cuja ficha se encontra disponível aqui.

Para outras informações podem contactar:
Divisão de Apoio Juvenil, Tel. 21 798 81 79, dej.daj@cm-lisboa.pt;
Juventude@Lisboa do Amoreiras Shopping Center, Tel. 21 385 74 86, amoreiras@cm-lisboa.pt;
Juventude@Lisboa, Edifício da Câmara Municipal de Lisboa do Campo Grande, Tel. 21 798 93 70, campogrande@cm-lisboa.pt .”

In LxJovem

Eu concorri o ano passado na categoria de poesia e (para variar) não ganhei… de qualquer maneira aqui fica o aviso!

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Escritor Mário Cláudio distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira 2008

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Escritor Mário Cláudio distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira 2008

“O escritor portuense Mário Cláudio foi galardoado pela Universidade de Évora com o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2008, anunciou hoje a instituição de ensino.

O prémio, criado em 1997 para distinguir anualmente ensaístas e/ou romancistas de língua portuguesa, vai ser entregue em cerimónia pública na sala de actos da instituição, no dia 1 de Março, aniversário da morte de Vergílio Ferreira.

A atribuição do prémio deste ano ao escritor Mário Cláudio foi decidida por unanimidade pelo júri, composto pelos professores universitários José Alberto Gomes Machado (Évora, presidente), José Carlos Seabra Pereira (Coimbra), Isabel Allegro de Magalhães (Nova de Lisboa) e Elisa Nunes Esteves (Évora) e pela jornalista e critica literária Clara Ferreira Alves.

A academia de Évora homenageia Mário Cláudio como um “nome cimeiro das letras portuguesas”, lembrando que o escritor foi considerado por Vergílio Ferreira “um dos nomes mais promissores da sua geração”.

Referência da literatura portuguesa, Mário Cláudio é o pseudónimo literário de Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nascido a 6 de Novembro de 1941.

Começou o curso de Direito em Lisboa e terminou-o em Coimbra (1966), onde viria a diplomar-se novamente, em 1973, com o Curso de Bibliotecário-Arquivista.

Com obras traduzidas em inglês, francês, castelhano, italiano, húngaro, checo e servo-croata, Mário Cláudio foi condecorado com a Ordem de Santiago de Espada e, em 2004, recebeu o Prémio Pessoa.

Nas edições anteriores, o Prémio Vergílio Ferreira foi atribuído a Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Agustina Bessa Luís, Manuel Gusmão, Fernando Guimarães e Vasco Graça Moura.

O galardão visa dar projecção e visibilidade às obras de ficção ou ensaio dos autores escolhidos e inclui uma componente pecuniária de cinco mil euros.”

in Publico

Para mais informações sobre o autor podem dar uma espreitadela aqui.

Abre maior livraria do país – Byblos

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Abriu nas Amoreiras, no passado dia 13 de Dezembro, a maior livraria nacional. Chama-se Byblos, tem 3300m2 e possui uma nova tecnologia de acessibilidade que permite encontrar qualquer livro com grande facilidade, assegura Américo Areal, antigo dono das Edições Asa e o senhor que idealizou e concretizou este magnifico projecto.

Para além de 150 mil títulos nas estantes, esta livraria conta ainda com um auditório, uma sala de exposições, uma cafetaria, uma área de venda de revistas e jornais, outra dedicada a CD, DVD e jogos de computador.

Quanto a vocês não sei, mas eu estou mortinha por ir averiguar 😛

Premio Literário Cidade de Almada 2007 – Poesia

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Amanha, dia 18 de Outubro, pelas 21h, no Auditório Fernando Lopes Graça – Fórum Municipal Romeu Correia em Almada, vai ter lugar a cerimónia de entrega do Premio Literário Cidade de Almada 2007 – Poesia, este ano atribuído a um dos meus escritores preferidos, Hugo Santos.

Infelizmente não vou mesmo poder estar presente (fico mesmo triste de não ir) mas deixo aqui o aviso. Aproveitem que a entrada é livre e após a entrega do prémio irá ainda decorrer um espectáculo de dança com o grupo Corpus NOITE BRANCA.

Prémio Nobel da Literatura 2007

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Hoje ficou-se a conhecer o vencedor, neste caso vencedora, do Prémio Nobel da Literatura. Apesar de desconhecer por completo as obras desta escritora, agradou-me a notícia por duas razões: por ser mulher, uma vez que este prémio é na maioria das vezes atribuído a homens e porque quando olho para ela acho que tem os olhos da minha bisavó Teresa…

Fica então aqui um artigo com a notícia que encontrei na net:

A britânica Doris Lessing ganha o Prêmio Nobel de Literatura 2007
A escritora britânica Doris Lessing ganhou nesta quinta-feira o Nobel de Literatura 2007, um prêmio que recompensa uma obra vasta, variada e marcada pelos cenários da África e a causa feminista.
O júri descreveu Doris Lessing em um comunicado como “a narradora épica da experiência feminina, que, com ceticismo, ardor e uma força visionária sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio”.
Doris Lessing completará 88 anos no dia 22 de outubro. Desde o início da premiação em 1901, ela é a 11ª mulher a receber o Nobel de Literatura.
A escolha foi uma surpresa já que o nome de Lessing, com freqüência citado como favorito no passado, já não aparecia atualmente nos círculos suecos.
A romancista não pôde ser localizada após a divulgação da notícia. De acordo com seu agente literário, ela estava fazendo compras em Londres e não foi possível avisá-la antes que ela ficasse sabendo do prêmio pelos meios de comunicação.
Nascida no território da Pérsia, atualmente Irã, em 1919, quando seu pai era capitão do Exército britânico, Doris May Taylor viveu parte da juventude na então Rodésia (atual Zimbábue), o que marcou sua obra.
Ex-membro do Partido Comunista britânico, do qual se afastou em 1956 após a repressão da rebelião húngara, é comparada freqüentemente com a francesa Simone de Beauvoir por suas idéias feministas.
“The golden notebook” (“O caderno dourado”), de 1962, sua obra-prima, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário íntimo.
Para o Comitê Nobel, este livro “é uma obra pioneira do movimento feminista e pertence ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX”.
Sua juventude, passada entre vários continentes, a inspirou a produzir sua primeira saga, escrita de 1952 a 1969: os cinco volumes de “Filhos da Violência”.
Entre outras de suas principais obras figuram “The Grass is Singing”, “The good terrorist”, sobre um grupo de revolucionários de extrema-esquerda, “Andando na Sombra”, “Regresso para casa” (1957), onde denuncia o apartheid na África do Sul, “O quinto filho”, “Debaixo da Minha Pele da Companhia das Letras” e “Andando na Sombra”.
A escritora sempre soube explorar todos os estilos, sem hesitar em uma incursão no mundo da ficção científica com os cinco volumes da série “Canopus em Argos: Arquivos”, escrita entre 1979 e 1983, e entre os quais se destaca “Shikasta”.
Nesta saga, Lessing imagina o mundo depois de um conflito atômico e fala dos antagonismos entre os princípios feminino e masculino, assim como de colonialismo e de catástrofes ecológicas.
Em 1984 Doris Lessing fez uma brincadeira com os meios literários ao lançar “Diario de uma boa vizinha” sob um pseudônimo (Jane Somers). Sua própria editora, que não conhecia a verdadeira identidade da autora, se recusou a publicar o livro.
Casada duas vezes e divorciada, a escritora afirma que “o matrimônio é um estado que não a convém”.
Doris Lessing vive atualmente na periferia de Londres e, nos últimos anos, se dedicou principalmente às obras de ficção científica.
O Nobel de Literatura é acompanhado por um prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de 1,08 milhão de euros) e será entregue em 10 de dezembro, em Estocolmo, durante a tradicional cerimônia na presença da família real
.”

in AFP

Bertrand Vs Editoras

“Bertrand em risco de perder grandes editoras
por Isabel Lucas

Entrar numa livraria Bertrand e encontrar um exemplar de um romance de António Lobo Antunes, de Ian McEwan ou o último livro de José Rodrigues dos Santos pode ser uma impossibilidade. Tudo por causa de um diferendo que envolve aquela cadeia de livreiros e algumas das maiores editoras portuguesas. Desde Maio que a Bertrand Livreiros não faz compras à Gradiva, Cotovia, Porto Editora ou Dom Quixote, para dar alguns exemplos. Em causa está a recusa por parte destas editoras em aceitar as novas condições de compra que consideram ser “impostas” pela Bertrand, grupo recentemente adquirido pelos alemães da Bertelsmann.

Numa circular com a data de 9 de Maio de 2007, a Bertrand Livreiros informava os seus fornecedores sobre alterações no processo de compra, distribuição e devolução de livros. “Informamos que, a partir do próximo dia 14 de Maio de 2007, todas as devoluções e entregas de livros nas Livrarias Bertrand serão da responsabilidade e custo dos fornecedores.” O conteúdo desta nota gerou a contestação de um grupo de editores, entre os quais se conta André Jorge, da Cotovia. “Isto é contrário a toda a lógica”, declarou ao DN. “Mas o que mais me incomodou não foi tanto o conteúdo, mas o tom”, que classifica de impositivo.

Leitura idêntica tem Pedro Sobral. O director de comunicação e marketing da Dom Quixote considerou os novos requisitos da Bertrand como “decisões unilaterais e extraordinárias”, não habituais no relacionamento que existia entre a editora e a anterior administração daquela cadeia livreira.

Sem receber uma encomendas da Bertrand desde Maio, a Cotovia calcula uma queda de 14 por cento no total das suas vendas e chama a atenção para o reflexo que tal medida – suportar os custos da devolução dos livros não vendidos- pode ter no mercado livreiro. “Isso implica, a breve prazo, ter de aumentar o preço de venda dos livros em prejuízo de todos, mas sobretudo do público.”

O facto de terem de ser as editoras a suportar custo das devoluções representa uma perda entre os 4 e os 6 por cento nas margens de cada uma das casas editoriais. Um preço que nem a Cotovia nem a Gradiva, Dom Quixote, Porto Editora Verbo, Lidel e ECL estão dispostas a pagar para ter os seus livros nos escaparates da cadeia de livrarias Bertrand.

Numa resposta remetida ao director-geral da Bertrand Livreiros, André Jorge fez uma contraposta. “Um levantamento de mercadoria devolvida apenas uma vez por mês e num mínimo de 15 livros por livraria”, Isso além de um desconto geral único de 40 por cento em vez dos 42 que a Bertrand propunha. Não recebeu resposta. Não voltou a ter encomendas. O mesmo que aconteceu com a Dom Quixote. Perante essa unilateralidade [da Bertrand] a Dom Quixote tentou resolver a questão até que a Bertrand deixou de fazer compras.”

Recusando-se a comentar questões contratuais (cada editora tem as suas) e o que considera ser uma inflexibilidade por parte da Bertrand, Pedro Sobral não contabiliza, para já, prejuízos. “Temos planos contingência, já que o mercado não é cem por cento previsível.” Isso passa, por exemplo, por vender em canais alternativos. “Este é um dado novo e o que queremos é permitir aos nosso autores a mesma visibilidade e capacidade de chegar aos seus leitores.”

Fonte: Diário de Notícias ”

Nota: não copiei esta notícia directamente do Diário de Noticias porque não a consegui encontrar on-line, por isso utilizei como fonte o fórum Bad Books Don’t Exist.

Sinceramente, o que me preocupa nesta história, é o facto de a Bertrand estar a tentar puxar o mercado de maneira a que sejam as livreiras e não as editoras a estabelecer as regras, o que na minha opinião, tornará inevitavelmente o mercado dos livros ainda mais economicista, sendo os leitores os verdadeiros prejudicados nessa situação.

Raramente comprei livros na Bertrand, uma vez que sempre achei esta muito mais cara do que a FNAC ou mesmo algumas livrarias tradicionais, como a livraria “Portugal” na Baixa de Lisboa, onde os empregados fazem quase sempre uma atençãozinha ao preço do livro. Depois desta notícia, penso que não voltarei a fazer compras nesta livraria, a minha pequena forma de protesto…